Software para entregadores

Tarefas, rota, status e confirmação de entrega em um só aplicativo

Enquanto há dois entregadores, a entrega funciona a base de telefonemas e chat: os endereços vão para um mensageiro, a ordem de visita é combinada de boca, e a pergunta de onde está um pedido é respondida por quem falou primeiro com o entregador. Com o crescimento do número de entregas isso para de funcionar — as tarefas se perdem, os status ficam atrás da realidade, e não há como resolver a discussão «nós entregamos — não, vocês não entregaram». O software para entregadores elimina esse jeito de trabalhar: a tarefa chega ao aplicativo do executor, o status é definido por quem está levando o pedido no momento da ação, e o fato da entrega é registrado junto com o horário e o autor. Abaixo está como isso funciona — da atribuição de um pedido ao fechamento do turno.

O que é um programa

para entregadores

Software para entregadores — a ferramenta de trabalho do executor: leva ao entregador as tarefas do turno, mostra os endereços e o conteúdo do pedido, o conduz de ponto em ponto e registra o que aconteceu em cada um. Do lado da empresa isso é gestão de entregas: o despachante vê quem está onde e o que já foi feito sem ligar para todo o turno.

A diferença aparece em um só exemplo. Sem software, o entregador recebe endereços no chat, liga para o cliente para saber qual é a entrada e, à noite, dita ao despachante o que entregou. O despachante transcreve isso para uma planilha — se lembrar e se o entregador não tiver se perdido. No fim do dia ninguém consegue dizer o horário exato em que um determinado pedido foi entregue.

No software, tudo isso são registros. Uma entrega tem uma ficha, a ficha tem endereço, conteúdo, janela de horário e status atual, e toda mudança tem horário e autor. Responder onde está um pedido e o que aconteceu com ele leva segundos e não depende de o entregador ter atendido o telefone.

Um exemplo. De manhã o pedido foi separado no armazém e atribuído a um entregador — a tarefa apareceu no aplicativo dele junto com o endereço e a janela de entrega. O entregador pegou a carga, marcou a coleta, percorreu os pontos e mudou o status em cada um. No terceiro endereço o cliente não estava em casa — o entregador registrou um motivo, e a entrega não sumiu: foi para a fila de apuração do despachante. À noite o gerente respondeu ao cliente a partir do registro no sistema, e não da memória do entregador.

A automação da entrega por entregador começa onde as respostas a três perguntas deixam de caber na cabeça do despachante: a quem este pedido está atribuído, em que estado ele está agora e o que prova que foi entregue.

O processo de trabalho por inteirodo pedido ao fechamento da tarefa
  • 1Pedido
  • 2Atribuição
  • 3Coleta da carga
  • 4Rota
  • 5Entrega
  • 6Confirmação
  • 7Fechamento

Este é o caminho de uma entrega, não uma lista de telas do programa. Toda transição é feita por uma pessoa e no momento da ação: o despachante atribui, e o entregador marca a coleta e a entrega. Por isso o sistema mostra o estado da entrega, e não a intenção de quem a planejou.

Entregador confere uma tarefa no smartphone ao lado do veículo e de um pedido preparado

O que o entregador vê em cada tarefa

  • O que levar — o número do pedido, o conteúdo, o número de volumes, o peso ou as dimensões quando importam
  • Para onde — o endereço de entrega com observações: entrada, andar, interfone, acesso pelo pátio
  • Quando — a data e a janela de horário da entrega, ou o prazo até o qual o pedido precisa ser entregue
  • Para quem — o nome do destinatário e os dados de contato quando são necessários para executar a tarefa
  • O que ter em mente — a observação do pedido: frágil, precisa de elevador, ligar 15 minutos antes
  • Pagamento — se o pedido está pago antecipadamente ou se o dinheiro precisa ser recebido na entrega, e quanto
  • Em que estado está — o status atual da entrega e o que o entregador precisa fazer em seguida

O que o software não faz sozinho

Ele não leva o pedido e não substitui o entregador. Ele elimina o trabalho manual em torno de uma ação: leva a tarefa sem telefonema, guarda o endereço com as observações, não deixa fechar uma entrega sem resultado e registra cada mudança. A decisão de remarcar uma entrega ou devolver um pedido continua com uma pessoa — mas é tomada a partir de um registro, e não de um acordo verbal.

Da mesma forma, o sistema não enxerga o entregador por si só: ele sabe exatamente aquilo que foi registrado nele por meio de uma ação. Por isso a qualidade dos dados não depende de quantas funções existem, mas de as marcações serem feitas no momento em que o evento acontece.

Por onde as empresas costumam começar

Duas coisas vêm primeiro: uma lista finita de status e um resultado obrigatório para cada entrega. O motivo é simples: enquanto cada um entender «em andamento» à sua maneira e uma entrega fechada sem motivo contar como bem-sucedida, não há do que montar um relatório — por mais telas que o aplicativo tenha.

Que tarefas o programa resolve

O que vem a seguir não é uma lista de funções, mas seis problemas pelos quais a entrega por entregador é automatizada em primeiro lugar. Cada um é apresentado da mesma forma: o que acontece sem software e o que muda com ele.

As tarefas param de se perder

Sem software, os endereços chegam por mensageiro, alguns por voz no telefone, outros como lista em uma planilha. O entregador monta o dia dele com três fontes e deixa algo passar. No software uma tarefa é um registro com número e executor: ou está em andamento, ou está fechada com um resultado.

O status é definido por quem leva o pedido

Enquanto o despachante mantém os status a partir do que ouve por telefone, eles ficam uma hora atrás da realidade e custam meio turno. A marcação do entregador no momento da ação dá os horários reais: quando foi coletado, quando ele chegou, quando entregou.

O endereço não precisa de telefonema para ser esclarecido

A entrada, o andar, o interfone e o acesso pelo pátio ficam guardados na ficha da entrega, e não na memória de quem esteve lá da última vez. Um entregador novo fecha o endereço na primeira tentativa, em vez de depois de duas ligações ao cliente e uma ao despachante.

A entrega é confirmada

Quem recebeu o pedido, quando e com que base é um registro no sistema, e não uma lembrança. O método de confirmação é escolhido por projeto, mas o resultado é o mesmo: a discussão «nós entregamos — não, vocês não entregaram» se resolve abrindo uma ficha, e não com uma investigação entre gerente e entregador.

O turno fica visível sem obrigar a ligar para todo mundo

O despachante olha para uma tela: quem está em rota, quantos pontos estão fechados, onde uma entrega está atrasada em relação à janela. «Onde está meu pedido» deixa de ser trabalho para três pessoas — o gerente responde ao cliente sozinho.

As disputas são resolvidas pelo registro

Toda mudança é assinada com autor e horário. Isso não é vigilância do entregador, mas a possibilidade de apurar um caso específico: em qual etapa a entrega travou e por quê. Também mostra a carga de trabalho — quantos pontos foram fechados em um turno e por quem.

De que o programa é composto

O sistema é montado com módulos. Nem toda empresa precisa de todos: um serviço com três entregadores e endereços previsíveis não precisa de dez cenários de exceção, enquanto a entrega de comida não se vira sem janelas de horário e notificações ao cliente. A composição é determinada pela tarefa, mas os módulos são projetados de antemão para se encaixarem, e não acrescentados depois.

A coleta do pedido, o percurso do entregador pela cidade e a entrega ao destinatário mostrados como um dia de trabalho

Lista de tarefas

O dia de trabalho do entregador em uma tela: o que está atribuído para o turno, em que ordem, o que já está fechado e o que falta. Este é o ponto de entrada do software — o entregador começa o dia aqui e volta a ele depois de cada ponto.

Ficha da entrega

Tudo sobre um pedido: conteúdo e número de volumes, endereço com observações, janela de horário, destinatário, pagamento e status atual. Exatamente o necessário para executar a tarefa — sem os cadastros e relatórios da empresa.

Pontos e rota

Os endereços do turno em um mapa e em lista, a ordem de visita, a passagem do ponto atual para o próximo. Uma rota é um objeto contábil como uma tarefa: tem data, executor e histórico de mudanças ao longo do dia.

Status de entrega

Um conjunto finito de estados e as regras de transição entre eles. O entregador muda o status em uma ação, e não escolhendo em uma lista longa: atribuído, coletado, em trânsito, no local, entregue.

Confirmação da entrega

Registrar o resultado no ponto: a mudança de status e o método de confirmação escolhido para o projeto. Sem resultado a tarefa não fecha — «entregue, provavelmente» não é um estado de entrega.

Recebimento da carga

Marcar a coleta de um pedido no armazém ou no ponto de partida. A partir daí a responsabilidade pela carga é do entregador, e o sistema mostra que o pedido já não está no armazém, mas em trânsito.

Notificações

Mensagens ao entregador e ao destinatário: novo pedido atribuído, tarefa alterada, janela se aproximando, entrega cancelada. Os canais de envio são escolhidos na implantação e conectados por integrações.

Histórico de tarefas

O que o entregador realizou em um dia, uma semana, um mês: entregas fechadas, tempos de execução, pontos problemáticos. A produção dele é montada com os mesmos registros — nenhum controle à parte é necessário para isso.

Contato com o despachante

Falar com o despachante direto da ficha da tarefa, sem procurar um número no telefone. O despachante vê de qual entrega se trata e responde sobre ela, em vez de descobrir de qual endereço se fala.

Trabalho off-line

As marcações feitas fora de cobertura — em um subsolo, em um elevador, em um bairro de casas baixas — ficam guardadas no dispositivo e são enviadas quando surge conexão. Reenviar não cria uma segunda entrega.

Painel operacional

O posto de trabalho da empresa: entregadores ativos, pedidos atribuídos, status, entregas concluídas e problemáticas e carga da equipe. Abre no navegador, sem nada para instalar.

API e integrações

A interface externa do sistema: criar uma entrega, atribuir um executor, obter um status, extrair a confirmação e o registro. É por ela que se conectam a loja virtual, o armazém, a logística e os sistemas contábeis.

Recebimento de tarefas

como um pedido chega ao entregador

Depois que uma entrega é criada, o pedido é atribuído a um entregador específico. A atribuição não é uma mensagem em um chat, mas uma operação: a entrega ganha um executor, e o executor ganha uma tarefa com número, horário de emissão e estado atual.

A tarefa chega ao aplicativo do entregador na hora, sem telefonema e sem repasse de endereço. O entregador abre a lista e vê o turno inteiro: quantos pontos estão atribuídos, o que já está fechado e qual é a próxima entrega.

Quem atribui. Em geral o despachante — à mão ou por regras definidas pela empresa: por zona da cidade, por tipo de pedido, pelo tempo livre do entregador. A distribuição automática pode ser implementada conforme o processo de um serviço específico; não a declaramos de antemão como função pronta — as regras de distribuição são diferentes em todo lugar e não podem ser inventadas em nome da empresa.

O que o entregador pode fazer com uma tarefa:

  • Aceitar — confirmar que a tarefa chegou e que ele vai assumi-la
  • Abrir a ficha — ver conteúdo, endereço, janela, observações e forma de pagamento
  • Mudar o status — marcar a coleta da carga, a saída, a chegada a um ponto e a entrega
  • Deixar um comentário — anotar o que será útil da próxima vez ou o que explica um atraso
  • Sinalizar um problema — registrar o motivo pelo qual uma entrega não aconteceu
  • Escrever ao despachante — fazer uma pergunta sobre uma entrega específica sem sair da tarefa

O que uma tarefa não pode conter é qualquer coisa supérflua. Um entregador não precisa do valor do pedido, do histórico do cliente nem dos relatórios da empresa: na tela fica o que é necessário para levar e entregar. Todo o resto é fechado por permissões de acesso, e não por letra miúda.

Entregador revisa a lista de tarefas do turno ao lado de uma bolsa com pedidos preparados

O que acontece em uma reatribuição

Um entregador adoece, atrasa ou não aparece para o turno — uma situação comum, não uma falha. O despachante tira a tarefa e a atribui a outro executor; o histórico da entrega guarda as duas atribuições com seus horários, e não apenas a última.

Isso tem valor prático: sem um registro da reatribuição, apurar por que um pedido atrasou esbarra no fato de o sistema mostrar o entregador atual, que o recebeu uma hora antes do fim da janela.

Os dados de contato do destinatário

O telefone do destinatário aparece quando é necessário para executar a tarefa, e apenas para quem está entregando. O acesso a dados pessoais é uma permissão à parte, e não parte de um pacote geral de funcionário: a lista de todos os clientes da empresa nunca é aberta a um entregador.

Como exatamente o contato é mostrado — completo, em parte ou por uma chamada com número mascarado — é decidido no diagnóstico: depende de com quais dados a empresa trabalha e do que ela é obrigada a proteger.

Tarefas do turno, entregador Azamatuma tela do aplicativo; os dados são ilustrativos
JanelaEndereçoVolumesPagamentoEstado
110:00—12:00Akhunbaeva 97, entrada 21pago antecipadamenteentregue
211:00—14:00Toktogula 125, sala 43pago antecipadamenteentregue
312:00—15:00Baitik Baatyra 5312.400 somno local
414:00—17:00Chuy 219, acesso pelo pátio2pago antecipadamenteem trânsito
516:00—19:00Ibraimova 42, andar 711.150 somatribuído

A lista é ordenada por janela de horário, e não por horário de atribuição: o que importa ao entregador é a ordem do dia, não a ordem em que o despachante distribuiu os pedidos. A coluna de pagamento fica ao lado do endereço por um motivo — o valor a receber precisa ser visto antes de o entregador subir até o sétimo andar.

Aplicativo móvel

do entregador

Um aplicativo de entregador — não é uma cópia encolhida do painel do despachante, mas uma interface separada, construída para as condições de trabalho do executor: telefone em uma mão, caixa na outra, tela no sol, conexão que vai e volta e bateria baixa ao fim do dia.

Ele tem um propósito prático: toda a informação de trabalho em um só lugar. Um entregador não deveria precisar manter três chats, uma planilha de endereços e um histórico de chamadas abertos — a tarefa, o endereço, o conteúdo do pedido, o status e a forma de falar com o despachante estão em uma só interface.

A tela é construída em torno do princípio do ponto atual e do próximo. Tudo o que não é necessário agora é levado para mais fundo: listas de dias anteriores, cadastros, detalhes que não influenciam a entrega. Quanto menos elementos na tela, menos erros durante o turno e mais curto o treinamento de um novato.

Exigências que importam mais do que o conjunto de funções:

  • Elementos grandes — o status muda com um toque, e não com uma escolha em uma lista suspensa
  • Mínimo de digitação — o que puder ser preenchido a partir da ficha da entrega não é digitado pelo entregador
  • Comportamento previsível sem rede — uma marcação é aceita e enviada depois, em vez de se perder com um erro
  • Uso econômico da bateria — o aplicativo não pode exigir um carregador portátil na metade do turno
  • Legibilidade ao ar livre — o contraste é projetado para a luz do dia, e não para um monitor de escritório

Não faz sentido calcular quanto tempo essa consolidação economiza — depende do que o trabalho do entregador virou hoje. Outro efeito é visível: some uma classe inteira de erros, aqueles em que um pedido vai para um endereço da mensagem de ontem porque o novo chegou em outro chat.

Entregador muda o status da entrega atual no aplicativo móvel diante da porta do destinatário

Um aplicativo ou uma interface web

A forma é escolhida conforme a tarefa: pode ser um aplicativo móvel para Android e iOS ou uma página web adaptada que abre no navegador do telefone.

A segunda opção é mais barata e mais rápida de lançar; a primeira é necessária onde importam trabalho off-line, notificações e acesso à câmera. O que serve a uma empresa específica é determinado no diagnóstico, e não escolhido de antemão.

Trabalho com conexão ruim

A conexão cai de forma previsível: em um subsolo, em um elevador, em um bairro de casas baixas, em um estacionamento subterrâneo. Se uma marcação não passar nesse momento, o entregador ou fica parado esperando, ou para de marcar de vez — e os status voltam a viver em telefonemas.

Por isso as marcações ficam guardadas no dispositivo e são enviadas quando a conexão volta. Reenviar não cria uma segunda entrega: cada marcação tem uma chave e o sistema a aceita uma vez. É a mesma regra sobre a qual funciona a troca com sistemas externos.

O que a tela de trabalho do entregador reúneo escopo é ajustado pelo projeto
  • Pedidos ativostela principalAs entregas que o entregador já assumiu — cada uma com seu estado atual
  • Lista de pontostela principalOs endereços do turno na ordem de visita: fechados, o atual e os que vêm pela frente
  • Mapadepende do projetoPontos de entrega em um mapa da cidade — conectado por uma integração com um serviço de mapas
  • Rotadepende do projetoA ordem de visita e a passagem para o próximo ponto; a construção de rota é uma possibilidade, não uma função pronta
  • Informações da entregatela principalConteúdo do pedido, número de volumes, janela de horário, observações, destinatário e pagamento
  • Statustela principalMudar o estado da entrega em uma ação, sem escolher em uma lista longa
  • Confirmação de conclusãotela principalRegistrar o resultado no ponto pelo método escolhido para o projeto
  • Histórico de tarefassegundo nívelO que o entregador realizou em turnos anteriores — levado para mais fundo, para não atrapalhar o dia atual
  • Notificaçõesdepende do projetoUma tarefa nova, uma mudança de rota, uma janela de horário se aproximando, um pedido cancelado
  • Contato com o despachantetela principalUma pergunta sobre o ponto atual direto da ficha da tarefa, sem procurar um número no telefone

A marcação «depende do projeto» aparece sempre que a capacidade depende da conexão de um serviço externo ou das condições de trabalho de um serviço específico. Todo o resto é o mínimo de trabalho: sem ele a interface do executor não substitui o chat, mas se soma a ele como uma décima fonte de tarefas.

Rota

e pontos de entrega

Um ponto de entrega — um endereço com uma entrega. O turno de um entregador é feito de pontos, e o aplicativo os mostra de duas formas ao mesmo tempo: como lista na ordem de visita e como marcadores em um mapa. A lista responde ao que fazer em seguida, o mapa responde a quão longe fica.

A sequência é definida de antemão e fica visível ao entregador: qual ponto é o atual, quais estão fechados, quais vêm pela frente. Assim que um ponto é fechado, o próximo vira o atual — o entregador não precisa procurá-lo na lista nem decidir de novo, a cada vez, para onde ir.

A ordem pode mudar ao longo do dia. O despachante reorganiza pontos, acrescenta uma entrega urgente ou tira uma cancelada — as mudanças chegam ao entregador, e o histórico da rota guarda o que mudou e quando. O sistema nunca pode trocar o plano por outro em silêncio: um entregador que descobre uma mudança depois do fato tem de replanejar o dia.

A construção automática da ordem ótima de visita — uma capacidade que pode ser implementada ou conectada por uma integração com um serviço de mapas. Não a declaramos como função pronta: a qualidade dessa otimização depende de dados de trânsito e das restrições de um serviço específico — janelas de horário dos destinatários, zonas, capacidade de uma bolsa ou de um veículo.

Na prática, para muitos serviços a ordem manual basta: o despachante conhece a cidade melhor que o algoritmo, e as janelas de horário dos destinatários já impõem um enquadramento rígido ao dia.

Entregador de bicicleta confere no smartphone o próximo ponto da rota em um cenário urbano

Um endereço é mais do que uma rua e um número

Metade do tempo perdido de um entregador não vai para a estrada, mas para achar a entrada. Por isso um ponto tem observações: entrada, andar, código do interfone, acesso pelo pátio, cancela — chamar a portaria, segundo bloco, porta cinza.

As observações são complementadas pelo entregador depois de uma entrega e ficam na ficha do endereço. Quem for lá em seguida não terá de descobrir as mesmas coisas de novo — é a única forma de o conhecimento sobre a cidade se acumular no sistema, e não na cabeça do turno.

O que muda ao longo da rota

Os status são alterados não em bloco no fim do dia, mas em cada ponto no momento da ação. Chegou ao endereço — no local; entregou — entregue; não encontrou o destinatário — motivo e remarcação. O tempo real da entrega e a duração da parada vêm dessas marcações; caso contrário, os dois são reconstituídos de memória, ou seja, não são reconstituídos.

A rota da segunda metade do diauma tela do aplicativo; os dados são ilustrativos
OrdemEndereçoJanelaO que está sendo levadoObservação do pontoEstado
1Baitik Baatyra 5312:00—15:001 volumeCancela, chamar a portariafechado
2Chuy 21914:00—17:002 volumesAcesso pelo pátio, porta cinzaatual
3Ibraimova 4216:00—19:001 volumeAndar 7, elevador até o 6.ºpela frente
4Moskovskaya 18017:00—20:003 volumesEscritório, crachá na recepçãopela frente
5Akhunbaeva 97até as 20:001 volumeDevolução: o destinatário recusouacrescentado

O quinto ponto foi acrescentado à rota ao longo do dia — é uma devolução por recusa que precisa ser levada de volta. Uma devolução viaja como um ponto próprio, com endereço e estado, e não como um «você deixa amanhã» verbal: caso contrário o pedido sai dos registros exatamente no momento em que ninguém mais responde por ele.

Status da entrega

Um status não é uma legenda em uma tela, mas um estado que determina quais ações são permitidas. O conjunto é finito e curto: enquanto não for nomeado de forma explícita, cada funcionário entende «em andamento» à sua maneira e, com uma dúzia de status parecidos, o entregador começa a escolher a esmo.

Entregador de scooter segue para o próximo ponto de entrega por uma rota urbana
A cadeia principal de statuso caminho normal de uma entrega
  • AtribuídaA entrega tem um executor e a tarefa chegou ao entregador. A carga ainda está no armazém ou no ponto de partida, e a responsabilidade por ela não mudou
  • Coletada pelo entregadorO entregador pegou fisicamente o pedido e marcou isso. É aqui que a responsabilidade passa do armazém para o executor — a única transição com dois lados
  • Em trânsitoO entregador está a caminho do destinatário. É neste trecho que aparecem os eventos intermediários: atrasou no ponto anterior, mudou a ordem de visita
  • No localO entregador chegou ao endereço. A marcação não serve para controle, mas para os tempos: é dela que se mede a duração da própria entrega
  • EntregueO destinatário recebeu o pedido e a confirmação está anexada à entrega. Só agora a tarefa é encerrada — não no momento em que o entregador saiu do prédio

Cinco estados são o mínimo de trabalho, não a lista completa. Os intermediários (passado à triagem, repassado a outro entregador) são acrescentados conforme o processo da empresa, mas o conjunto continua finito e explícito: cada status precisa responder à pergunta do que o entregador pode fazer em seguida.

Quando uma entrega não sai como planejadocomportamento padrão, ajustado durante o projeto
O que aconteceuO que faz o sistemaEstado
O cliente está inacessível: não atende à porta nem ao telefoneRegistra uma tentativa frustrada com motivo e comentário do entregador, deixa o pedido com ele e levanta a questão de uma nova entregaapuração
A entrega foi remarcada a pedido do destinatárioRegistra a nova data ou janela junto com quem combinou a mudança e quando; o ponto sai da rota de hojenormal
O destinatário recusou o pedidoEncerra a entrega com motivo de recusa e cria um ponto de devolução — para levar o pedido de volta ao armazém ou ao ponto de partidaapuração
O destinatário recebeu o pedido em parteDivide a entrega: os volumes aceitos são encerrados e os recusados vão para uma devolução como registro à parte, em vez de serem baixados junto com o restoapuração
Problema com o endereço: não existe esse prédio, entrada não encontradaAbre um evento com o comentário do entregador e passa o ponto ao despachante para esclarecimento, sem encerrar a entrega como realizadaapuração
O pedido foi cancelado com o entregador já a caminhoTira o ponto da rota e passa a entrega para devolução: o pedido não se dissolve, alguém continua respondendo por elenormal
O entregador não apareceu para o turnoLibera as tarefas dele para reatribuição e mostra ao despachante todas as entregas afetadas em uma listaaviso

O princípio geral: um desfecho malsucedido não desaparece e não vira bem-sucedido. A entrega continua aberta e vai para a fila de apuração — isso sai mais barato do que um relatório sem problemas porque não havia onde registrá-los.

De quais exceções uma empresa precisa é decidido no diagnóstico. A entrega de comida precisa de janelas curtas e remarcação rápida; a de eletrônicos, de recusas parciais e devoluções; a de documentos, de verificação da identidade do destinatário. O conjunto é configurável, mas a regra é a mesma: toda entrega termina com um motivo, e o motivo vai para o relatório.

Confirmação

da coleta e da entrega

Uma entrega tem dois pontos em que a responsabilidade muda de mãos, e os dois são registrados. O primeiro é a coleta da carga pelo entregador: o pedido deixa o armazém e, a partir daí, quem responde por ele é o executor. O segundo é a entrega ao destinatário: a entrega é encerrada e o compromisso da empresa está cumprido.

Sem um registro desses dois momentos, qualquer perda vira um interrogatório do turno: o armazém acredita que entregou o pedido, o entregador diz que não foi ele quem o levou, e o gerente informa ao cliente que o caso está sendo apurado. A marcação leva segundos; a apuração sem ela custa um dia de trabalho e a confiança do cliente.

O que o sistema registra na entrega:

  • Resultado — a entrega foi realizada, realizada em parte ou não aconteceu, com motivo
  • Quando — o horário real da entrega, e não o horário em que o entregador conseguiu avisar
  • Quem entregou — o executor em nome de quem a tarefa estava registrada naquele momento
  • Para quem — o destinatário, ou quem recebeu o pedido em nome dele quando as regras permitem
  • O que confirma — o método de confirmação escolhido para o projeto e a própria confirmação
  • Pagamento — onde o pedido é pago no recebimento: o valor, a forma e o fato de o dinheiro ter sido recebido

O método de confirmação é escolhido por projeto. As opções listadas abaixo não são uma lista de funções prontas nem uma promessa de que todas já estão implementadas. O que serve a um serviço específico depende do que é entregue, a quem e de quais exigências a própria empresa estabelece.

Entregador entrega um pedido ao destinatário e confirma a entrega realizada no smartphone

Sem resultado uma tarefa não fecha

Essa regra importa mais do que o próprio método de confirmação. Enquanto um resultado não for registrado, a entrega continua aberta e visível ao despachante. Caso contrário, no fim do mês toda entrega estará realizada, e os casos contestados ainda terão de ser resolvidos a partir de telefonemas.

Pagamento no recebimento

Onde um pedido é pago na hora, a confirmação da entrega e a confirmação do pagamento são dois registros diferentes. O valor a receber chega junto com a tarefa, e o fato de o dinheiro ter sido recebido é marcado à parte: caso contrário, no fim do turno não há como saber quanto dinheiro o entregador está carregando.

Receber pagamento por cartão ou transferência é possível por uma integração com um serviço de pagamento ou com a maquininha do executor — o escopo depende do provedor e é esclarecido no diagnóstico.

Devoluções e pedidos não entregues

Um pedido que não pôde ser entregue fica com o entregador até o momento em que ele o devolve: de volta ao armazém, ao ponto de partida ou a outro executor. A devolução é tratada da mesma forma que a coleta — por uma segunda parte. Até lá os pedidos não entregues aparecem em uma lista à parte, em vez de se dissolverem na estatística geral do turno.

Métodos possíveis de confirmaçãoopções de implementação, escolhidas por projeto
  • Mudança de statusopção básicaO entregador marca a entrega no aplicativo — o horário, o autor e o resultado são registrados. Funciona sempre e serve a situações em que as disputas são raras
  • Código de confirmaçãoopçãoO destinatário diz um código curto recebido em uma mensagem — prova de que o pedido foi entregue a ele, e não deixado na porta
  • Código QRopçãoO entregador lê um código no pedido, ou o destinatário lê um código na tela do entregador. Prático onde vários pedidos são entregues em um mesmo ponto, um atrás do outro
  • FotografiaopçãoUma foto do pedido entregue ou do local em que foi deixado com autorização. Anexada à entrega e guardada junto com ela
  • Marcação eletrônica do destinatárioopçãoUma assinatura ou confirmação na tela do dispositivo do entregador — o substituto conhecido da nota de entrega em papel
  • DocumentoopçãoUma anotação em uma nota ou em um termo, onde o fluxo em papel é obrigatório. Não substitui o registro no sistema, mas o complementa

Nenhuma das opções é obrigatória e nenhuma é declarada como já construída: o conjunto é determinado no diagnóstico — a partir do que é entregue, de quais disputas surgem com mais frequência e de quais exigências a própria empresa estabelece. Quanto mais rígida a confirmação, mais tempo o entregador fica parado no ponto, então faz sentido apertar onde casos contestados realmente acontecem.

Ligação com o armazém

entregar o pedido ao entregador

Armazém e entrega não são dois departamentos com um chat em comum, mas duas etapas de um mesmo processo. Um pedido separado e não entregue e um pedido entregue e não marcado são estados diferentes, e confundi-los sai caro: o primeiro é procurado no armazém, o segundo com o entregador.

A costura é simples: o operador de armazém marca a entrega, o entregador marca a coleta. Enquanto as duas marcações não forem feitas, o pedido fica em um estado intermediário visível para os dois lados. Assim um volume que some sempre tem uma etapa em que se perdeu, e a apuração não vira um interrogatório do turno.

A contabilidade completa de armazém — recebimento, armazenagem por endereço, estoque, separação e inventário — é assunto de uma página separada, «Para o armazém». Aqui descrevemos apenas a costura: o que o armazém repassa ao entregador e o que recebe de volta.

Se o armazém roda em outro programa — a situação de sempre: a contabilidade de armazém já é feita em um sistema existente e ninguém pretende substituí-lo. A costura é então construída como uma troca: o software para entregadores recebe a prontidão do pedido e a composição dos volumes e devolve status, confirmações e devoluções.

O escopo da troca é determinado pelo que o sistema externo consegue expor e é esclarecido no diagnóstico. Declarar de antemão uma integração pronta significaria fazer uma promessa em nome do produto de outra pessoa.

O mesmo princípio vale no sentido inverso, nas devoluções. Sem uma marcação de devolução, um pedido não entregue vive no porta-malas do entregador até o turno seguinte e some dos registros exatamente no momento em que ninguém mais responde por ele.

Funcionário do armazém entrega pedidos preparados a um entregador, que confirma a coleta

O que o entregador confirma na coleta

  • Quais pedidos — os números das entregas que ele assume nesta saída
  • Quantos volumes — o número de caixas ou sacolas de cada pedido
  • Estado da embalagem — íntegra ou avariada; qualquer coisa contestada é sinalizada no local, e não diante da porta do cliente
  • Quando e quem — o horário da entrega e os dois funcionários: quem entregou e quem recebeu

O que volta ao armazém

O fluxo inverso vale o mesmo: pedidos não entregues, recusas e devoluções parciais voltam com o motivo pelo qual voltaram. O armazém os recebe por uma operação — assim como receberia uma entrega — e o pedido volta a ser responsabilidade dele.

Do pedido separado ao início da entregaquatro transições, cada uma uma ação de funcionário
  • 1Pedido separado
  • 2Conferido
  • 3Entregue ao entregador
  • 4Entrega iniciada

A terceira transição é a única em que o pedido muda de mãos, e por isso ela é tratada por duas partes: o armazém entregou, o entregador recebeu. Se essa etapa for pulada, quando um volume sumir não haverá como nomear a etapa, e a responsabilidade será distribuída por quem falar mais alto na reunião.

Aplicativo do entregador

Rota e pontos

Confirmação de entrega

Painel operacional

Painel operacional

o que a empresa vê

Painel operacional — a outra metade do sistema: o que a empresa vê enquanto os entregadores trabalham no aplicativo. A função dele não é mostrar todos os dados, mas reunir em uma tela o que exige decisão agora e levar o resto para mais fundo.

Há uma ideia central aqui: a empresa entende o que está acontecendo com uma entrega sem ficar ligando para cada entregador. O despachante olha para uma tela em vez de ligar para cinco pessoas seguidas para descobrir quem fechou qual endereço.

O que o painel mostra:

  • Entregadores ativos — quem está de turno, quem está em rota, quem terminou e de quem a jornada está acabando
  • Pedidos atribuídos — quais entregas estão vinculadas a quem e quantos pontos faltam a cada um
  • Status atuais — a distribuição das entregas por estado em uma lista, sem contagem manual
  • Entregas concluídas — o que foi fechado durante o turno, com o horário da entrega e a confirmação
  • Entregas problemáticas — tentativas frustradas, recusas, devoluções, pontos com janela de horário se esgotando
  • Sem atribuição — pedidos que ainda não foram atribuídos a nenhum entregador
  • Carga da equipe — quantos pontos são atribuídos por pessoa e quantos ela de fato fecha em um turno
  • Histórico de operações — o que aconteceu com qualquer entrega, com o autor e o horário de cada mudança

Permissões de acesso separam o painel por papel: um entregador vê apenas as próprias tarefas do dia, um despachante vê seu turno ou sua zona, um gerente vê todas as direções e os relatórios. O acesso aos dados de contato dos destinatários e o cancelamento de uma entrega são permissões separadas, e não parte de um pacote geral de funcionário.

Despachante acompanha rotas ativas e status de entrega em duas telas de trabalho

Resumo do turno

Dia, 9 entregadoresuma tela do painel
146entregas atribuídos
7pontos com risco de atraso
3da entrega em apuração
11pedidos sem atribuição

Uma tela do sistema; os números são ilustrativos. A ordem dos blocos não é acidental: primeiro vem o volume do turno, depois o que exige decisão. Os pedidos sem atribuição ficam por último, porque é o único bloco que o despachante fecha sozinho e fecha até o fim.

Contato com o entregador

Uma mensagem chega ao despachante vinculada a uma entrega: fica claro de qual endereço se trata e em que estado ele está. Isso elimina metade da conversa — a metade gasta em descobrir de qual pedido se fala.

No sentido inverso funciona igual: a mensagem do despachante chega ao entregador na ficha da tarefa, e não como uma ligação à parte que ele vai ouvir na escada entre o sexto e o sétimo andar.

Um papel em vez de um conjunto de marcações

A separação é definida por papel, e não por permissões individuais para cada pessoa. Caso contrário, em meio ano o acesso de um novato é configurado «como o do Ivanov» e ninguém mais consegue dizer a que exatamente ele tem acesso.

Ligação com a logística

Um sistema de logística gere o processo de entrega como um todo: solicitações, cargas, veículos, planejamento do dia e distribuição do trabalho. O software para entregadores é a ferramenta de trabalho do executor dentro desse processo. Não são dois produtos concorrentes, mas níveis diferentes de uma mesma tarefa: um responde a como organizar uma entrega, o outro a como executá-la e registrá-la.

O armazém, a central de despacho, o entregador e o destinatário formam um único sistema digital de entrega
O percurso de um pedido por quatro etapastoda transição é uma ação de funcionário
  • 1Armazém
  • 2Logística
  • 3Entregador
  • 4Cliente

O armazém responde por o pedido estar separado e entregue. A logística responde por a quem e para qual dia ele foi atribuído. O entregador responde por ele chegar e ser entregue. O cliente fecha a cadeia ao receber. Uma ruptura entre dois elos quaisquer se parece sempre igual: o pedido existe em um sistema e não existe em outro, e quem responde por ele acaba sendo quem atendeu o telefone primeiro.

O que vem da logística

Uma entrega pronta com o endereço, a janela de horário, o conteúdo do pedido e o destinatário, mais a atribuição — a qual entregador ela foi dada e para qual dia. O planejamento do dia e a distribuição do trabalho ficam do lado do sistema logístico.

O que o software para entregadores faz

Ele leva a tarefa ao executor, o conduz pelos pontos e registra status e confirmação da entrega. Essa é a única fonte de dados reais sobre a entrega: todo o resto é plano, não fato.

O que volta

Status reais com horários, o resultado de cada ponto, os motivos das entregas frustradas, as devoluções e os comentários do entregador. A logística monta o relatório do período com isso, e o gerente responde ao cliente sem ligar para o executor.

Se a logística já existe

O software para entregadores pode funcionar como uma aplicação separada conectada pela API ao sistema existente: ela recebe tarefas e devolve status e confirmações. Essa opção é necessária onde não há planos de mudar a camada logística.

Uma visão detalhada do lado logístico — solicitações de transporte, registro de cargas, planejamento de rotas e trabalho com a frota — está na página de software para logística. Aqui importa outra coisa: as marcações do entregador são a única fonte de status reais, e por isso o posto de trabalho dele é projetado primeiro, não por último.

Notificações

Uma notificação é necessária onde, sem ela, seria preciso um telefonema. São poucas e cada uma é específica: cada uma comunica um evento depois do qual alguém precisa fazer algo. Todo o resto fica na lista de tarefas e não distrai o entregador na escada.

Novo pedido atribuído

O entregador recebeu uma tarefa: endereço, janela e conteúdo. Ele a vê na hora, e não ao terminar a entrega atual — e consegue encaixar o ponto na ordem de visita antes de atravessar a cidade.

Tarefa ou rota alterada

O despachante reorganizou os pontos, acrescentou uma entrega urgente ou tirou uma cancelada. Sem notificação o entregador descobre isso ao chegar ao endereço antigo — e perde uma hora voltando.

O horário da entrega está chegando

Um lembrete de um ponto cuja janela está prestes a acabar. Ele chega com antecedência, e não no momento em que o prazo já passou: o objetivo não é registrar o atraso, mas evitá-lo.

O pedido foi cancelado

O cancelamento chega ao entregador antes de ele subir até o sétimo andar. Se o pedido já estiver nas mãos dele, a notificação vem junto com o que fazer em seguida: devolver ao armazém ou repassar a outro executor.

Ação do entregador necessária

Uma tarefa está parada sem marcação, uma entrega não foi fechada com resultado, o despachante fez uma pergunta sobre um ponto. Isso não é controle por controle: uma entrega deixada em aberto à noite vira apuração no dia seguinte.

Mensagens ao destinatário

Também há o que dizer ao cliente: o pedido foi entregue a um entregador, o entregador está a caminho, a entrega foi remarcada. Isso elimina parte das ligações que chegam à empresa — quem sabe o status não liga para perguntar.

Os canais de envio — mensagem no aplicativo, SMS, mensageiro, e-mail — são escolhidos na implantação e conectados por integrações. Não declaramos de antemão conexões prontas com serviços específicos: o conjunto depende do que os clientes da empresa usam e do que está disponível no país deles.

Histórico de ações

O histórico não é um arquivo guardado por precaução, mas uma ferramenta de apuração. Os registros não são editados: uma correção entra como um evento novo, com motivo. Por isso a pergunta de por que um pedido chegou às sete da noite tem uma resposta, e não várias versões.

A quem o pedido foi atribuído

O executor, o horário da atribuição e o autor — junto com cada reatribuição, se a tarefa passou de um entregador a outro ao longo do dia.

Quando o entregador o coletou

O fato da entrega pelos dois lados: quem entregou, quem recebeu, quando e quantos volumes. O momento a partir do qual a responsabilidade pelo pedido é do executor.

Quando o status mudou

Cada transição com horário exato e autor: saiu, chegou ao ponto, entregou. É dessas marcações que se monta a duração real da entrega.

Como tudo terminou

O resultado da entrega e o método de confirmação e, onde ela não aconteceu — o motivo, o comentário do entregador e o que se decidiu em seguida.

O registro da entrega n.º 4417uma tela do sistema; os dados são ilustrativos
HoraEventoQuemO que foi registrado
09:12AtribuídaDespachanteExecutor — entregador Azamat, janela 12:00—15:00
10:05Coletada pelo entregadorArmazém + entregador1 volume, embalagem íntegra, entrega confirmada pelas duas partes
12:41No localEntregadorChegada em Baitik Baatyra 53
12:58Tentativa frustradaEntregadorO destinatário não responde; comentário: a cancela está fechada, a portaria não deixa entrar
13:20RemarcadaDespachanteCombinado com o destinatário para 17:00—19:00 do mesmo dia
17:34EntregueEntregadorCódigo de confirmação aceito, pagamento de 2.400 som recebido em dinheiro

Esse registro mostra não apenas que o pedido foi entregue, mas também por que chegou cinco horas depois da janela. Cadeias assim são justamente as que valem a pena examinar: elas mostram qual etapa do processo acontece fora do sistema — neste caso, o procedimento para passar pela portaria nunca foi registrado no endereço.

Analítica da entrega

Os relatórios são montados com os mesmos registros que os entregadores fazem durante o turno — nenhuma digitação de dados à parte para a analítica é necessária. Os indicadores são poucos, e cada um responde a uma pergunta sobre a qual se toma uma decisão: quantos entregadores serão necessários amanhã, onde o processo quebra com mais frequência, de quem é preciso tirar carga.

Número de entregas

Quantos pedidos foram atribuídos em um dia, uma semana ou um mês — por empresa, por zona e por entregador. O número base a partir do qual todo o resto é calculado.

Entregas concluídas

Quantos foram fechados com resultado e que parcela deles ficou dentro da janela combinada. O segundo importa mais do que o primeiro: entregue com atraso não é a mesma coisa que entregue.

Cancelamentos e devoluções

Quantos pedidos voltaram e por quais motivos: o destinatário recusou, a empresa cancelou, não entregue. O motivo é obrigatório — sem ele o número não explica nada.

Tempo de execução

Quanto tempo leva uma entrega da coleta da carga até a entrega, e quanto tempo dura a própria parada. Esses dois números mostram para onde vai o tempo: para a estrada ou para o local.

Carga dos entregadores

Quantos pontos cabem a uma pessoa e quantos ela de fato fecha. É daí que vem a resposta sobre se é preciso mais um entregador ou se a questão é como o trabalho é distribuído.

Pedidos problemáticos

A lista de entregas que exigiram apuração, com motivos. No fim do mês não se vê «essas coisas acontecem», mas uma lista concreta de falhas recorrentes.

Histórico de trabalho

Produção por funcionário e por direção em um período. É montada com as tarefas fechadas, então nenhum controle de jornada à parte é necessário para isso.

Exportação

Os relatórios são exportados para arquivo, podem ser gerados conforme programação ou ser buscados por um sistema externo pela API — para quando os relatórios consolidados da empresa são feitos em outro programa.

Semana, um serviço com 9 entregadoresuma tela do painel; os dados são ilustrativos
  • Entregues dentro da janela612
  • Entregues com atraso74
  • Remarcadas a pedido do destinatário39
  • Devoluções e recusas21

As barras mostram a parcela em relação à primeira linha, e não ao número total de pedidos: a comparação que faz sentido é com o resultado normal, e não com uma média. A linha a examinar em uma tabela assim é a segunda — setenta e quatro entregas atrasadas em uma semana não são uma agenda apertada, mas endereços específicos e horários específicos com os quais o turno não dá conta.

Integrações e troca de dados

A entrega raramente fica sozinha: os pedidos chegam de um programa, os clientes são geridos em um segundo, o armazém em um terceiro. Abaixo estão os sentidos em que a troca é construída com mais frequência. O escopo específico é determinado pelo que o sistema externo consegue expor e é esclarecido no diagnóstico — não prometemos conectores prontos de antemão.

E-commerce

Um pedido registrado pode ser repassado à entrega automaticamente, e o status pode voltar ao cliente em sua área. Como a vitrine em si e o acompanhamento de pedidos são construídos está descrito na página de e-commerce.

Sistema de armazém

A prontidão do pedido e a composição dos volumes vêm do armazém, enquanto o fato da entrega ao entregador e as devoluções voltam. A camada de armazém é detalhada na «Para o armazém».

Logística

Pode trabalhar junto com um sistema de logística: ele planeja o dia e distribui os pedidos, enquanto o software para entregadores devolve os status reais. Em detalhe — na de logística.

CRM

É possível uma integração com o cadastro de clientes e o histórico de negócios: uma entrega é criada a partir da ficha do cliente e o resultado dela volta ao gerente. A troca corre pelo identificador do cliente, para que não se criem contatos duplicados.

Sistemas ERP e contábeis

Pode trabalhar junto com a camada contábil da empresa: pedidos, notas de entrega, acertos, pagamento no recebimento. O sentido da troca é determinado por qual conjunto de registros é reconhecido como o principal.

Serviços de mapas

O mapa, a geocodificação de endereços e a construção de um caminho entre pontos são conectados por uma integração com um serviço externo. Qual deles é escolhido pela cobertura das cidades de que você precisa e pelas condições de uso.

Notificações e serviços externos

Mensagens ao entregador e ao destinatário, serviços de pagamento para pagamento no recebimento, transportadoras subcontratadas. Cada conexão é um módulo de troca à parte, e não uma marcação nas configurações.

API

A interface própria do sistema: criar uma entrega, atribuir um executor, obter um status e uma confirmação, extrair o registro de eventos. Tudo que não tem um módulo dedicado se conecta por ela.

As regras de troca são as mesmas em todo lugar: toda operação tem uma chave, então reenviar não cria uma segunda entrega; um desfecho malsucedido não some, mas vai para a fila de apuração; cada mensagem e cada resposta são gravadas no registro de troca. Sem essas três regras uma integração funciona exatamente até a primeira queda de conexão.

Ordem de implementação

A entrega não é levada para um sistema de uma vez em um único dia: enquanto parte das tarefas acontecer fora do software, os status dele não significam nada. Por isso a entrada em operação acontece em etapas, e cada uma se apoia em uma predecessora que já funciona.

1. Diagnóstico

Como os entregadores recebem tarefas hoje, quem mantém os status, o que confirma uma entrega, quais exceções surgem com mais frequência e quais programas já existem. O resultado é uma descrição do processo e uma lista do que se automatiza em primeiro lugar.

2. Status e resultados

Uma lista finita de estados, as regras de transição entre eles e um resultado obrigatório para cada entrega. A etapa mais subestimada: sem ela o aplicativo vira mais um lugar em que as pessoas mantêm uma conversa.

3. Piloto com um grupo de entregadores

Uma zona, um turno ou dois ou três executores passam pelo ciclo completo em entregas reais: atribuição, coleta da carga, rota, status, confirmação, apuração de pontos problemáticos.

4. Expansão e troca

Os entregadores restantes seguem o modelo comprovado, depois papéis e permissões, depois integrações como módulos de troca separados. Daí em diante o histórico se acumula e surgem relatórios de período e dados para planejamento de turnos.

Vamos falar sobre sua operação de entrega

Fale com a gente hoje

Conte quantos entregadores você tem e quantas entregas saem por dia, como as tarefas são distribuídas hoje, o que confirma uma entrega e em quais programas estão seus pedidos e clientes. Vamos dizer o que se automatiza em primeiro lugar, o que dá para conectar aos seus sistemas atuais e por onde faz sentido começar o piloto.